Visibilidade Trans: entender é o primeiro passo - Grupo Dignidade
Por Humberto Souza

No dia 29 de janeiro, é comemorada anualmente a Visibilidade Trans no Brasil. No mesmo dia, há 16 anos, pela primeira vez na história do nosso país, travestis e transexuais estiveram no Congresso Nacional para discutir sobre a realidade das pessoas trans, transgêneras e travestis, comunidade que, até então, era vista como objeto de prostituição.

Apesar de celebrar essa data desde 2004, o Brasil ainda está na lista dos países que mais matam transexuais no mundo. Um dos principais motivos desse descaso é a carência de políticas públicas que assegurem a estabilidade na educação, o que consequentemente, não garante oportunidades no mercado de trabalho.

Sendo assim, possuem cada vez mais dificuldade em obter qualificação profissional e, segundo estimativa feita pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), cerca de 90% da população transgênero recorre à prostituição ao menos uma vez na vida.

Parte da intolerância das brasileiras e brasileiros em relação às pessoas trans pode decorrer da falta de conhecimento sobre o assunto, resultando na indiferença ao que não é comum, e que nos piores casos, se torna discriminação e transfobia.

Por isso, entender é o primeiro passo. Em uma sociedade que todas as pessoas compreendem a necessidade de aceitar as outras da forma como elas se reconhecem e esperam ser reconhecidas, sem julgamentos e preconceitos, ninguém precisará lutar diariamente pela sua identidade e respeito.


2° Marcha da Visibilidade Trans e Travesti do Paraná

print da capa do evento 2ª Marcha da Visibilidade Trans e Travesti do PAraná. Concentração: Boca Maldita 15 horas saída para Santos Andrade 16horas. Tem a logo do Transgrupo Marcela PRado e ao fundo uma mão segurando a bandeira trans
Crédito: Transgrupo Marcela Prado/Facebook

Além de entender, também é muito importante apoiar e participar. Por isso, o Grupo Dignidade convoca para prestigiarmos a 2° Marcha da Visibilidade Trans e Travestis do Paraná, organizada pelo Transgrupo Marcela Prado, que celebra o protagonismo de mulheres e homens trans.

O evento contará com a participação especial de artistas locais e do interior do estado, oferecendo uma programação artística, política e cultural para todas as pessoas, celebrando a resistência que nunca acabará.

A saída será na Boca Maldita, às 15h00, rumo à praça Santos Andrade.

Link do evento: https://www.facebook.com/events/449575065754672/

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