NOTA PÚBLICA SOBRE OS CRIMES COMETIDOS CONTRA A VIDA DE LGBTI EM CURITIBA - Grupo Dignidade
Por Lucas Siqueira Dionisio

Nós, representantes de diversas instituições que lutam pela defesa e
proteção dos direitos das pessoas LGBTI+ e dos direitos humanos em Curitiba e no Brasil, vimos através desta, apresentar informações sobre os últimos acontecimentos, bem como clamar às autoridades por JUSTIÇA!


Dos fatos recentes, no dia 30 de abril foi encontrado o corpo de um
enfermeiro, que foi amarrado e morto dentro do próprio apartamento, no bairro Vila Lindóia, em Curitiba.


Também, no dia 05 de maio foi encontrado um corpo com sinais de esganadura, de um estudante de medicina, em seu próprio apartamento, no bairro Portão.


Os casos causaram grande comoção social, pois compartilham diversos
pontos em comum, inclusive pelo fato de que as vítimas integram a sigla LGBTI+, o que fez com que a polícia civil, através da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, considerasse a possibilidade de se tratar de um mesmo autor. Os crimes ainda estão em fase inicial de investigação e não houve a prisão do criminoso.


As instituições reforçam a importância de que sejam tomadas medidas
de segurança para que as pessoas intensifiquem os cuidados, para proteger a própria integridade física e a vida, em relação ao uso de aplicativos de encontros, como, por exemplo, confirmar a identidade da pessoa com quem se encontrará, avisar amigas/es/os sobre o encontro, entre outras. Importante ainda lembrar que estamos em plena pandemia, então, por favor: fique em casa e em isolamento social.


O acompanhamento destes casos emblemáticos é de vital importância,
sobretudo no panorama atual. O Brasil é um dos países em que mais se mata pessoas LGBTI+, também possui um número baixo de solução de crimes contra a vida dessas pessoas. Este cenário gera insegurança e medo em uma população que já é historicamente vulnerabilizada.


Clamamos às autoridades públicas que destaquem um efetivo das força
de segurança suficiente para elucidar os crimes relatados e também o caso do Prof. Lindolfo Kosmalski, um crime bárbaro cometido contra um jovem militante, no município de São João do Triunfo – PR, bem como o
caso em investigação de abuso sexual contra uma jovem que marcou um encontro através de aplicativo, no qual a jovem lésbica marcou um encontro e quando chegou ao apartamento combinado, ao invés de encontra uma lésbica com a qual havia marcado encontro, se deparou com dois homens, estes relataram que a jovem poderia esperar pois a pessoa que havia marcado o encontro já retornaria, ofereceram uma bebida a ela, e quando recobrou a consciência ela estava sendo sodomizada e estuprada, mesmo pedindo pra que parassem
não obteve êxito.


É necessário e fundamental que a Secretaria de Segurança Pública do
Estado do Paraná acione todos os seus serviços especializados, como o setor de inteligência, que possam dar prioridade aos casos recentes de Curitiba e ao caso em São João do Triunfo e que, depois disso, a SESP crie
uma força tarefa para elucidar principalmente os crimes contra a população trans e que ainda continua impunes no Estado do Paraná.
Precisamos dar um Basta à LGBTIfobia! Esses crimes não podem ficar
impunes! Não queremos nos decepcionar com autoridades públicas. Por isto, esperamos do Governador e do Secretário de Segurança que possam vir a público e destacarem que neste Estado não aceitamos crimes desta
natureza.


Por fim, informamos que as instituições estão tomando todas as
providências possíveis, de maneira conjunta, para obter o apoio e a colaboração de todos os entes envolvidos, assim como para reunir informações relevantes para as investigações, ressaltando a importância do trabalho conjunto e organizado.


Reiteramos que as entidades aqui representadas não se omitem em
denunciar qualquer discurso de ódio e violação de direitos, violência e crimes como os citados em relação à população LGBTI, pois têm o compromisso com a defesa dos direitos e a promoção da cidadania dessa
população e das demais populações vulneráveis.


Curitiba, 07 de maio de 2021.

Confira a nota na integra e as organizações que assinam, clicando aqui.

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