Entidades pedem oficialização do dia da Jornada Nacional contra a Homofobia |
Por Ronaldo Chevalier

Publicado em 15/05/2007

Entidades e defensores dos direitos humanos reafirmaram, em imprensa coletiva, a importância de que seja oficializado – no marco da Jornada Nacional contra a Homofobia – o dia 17 de maio, data em que a Organização Mundial de Saúde excluiu, em 1990, a homossexualidade de sua lista de doenças mentais. A petição da efeméride será tema de um evento que acontecerá no próximo dia 17, na Câmara dos Deputados do Distrito Federal.
Emili Álvarez Icaza, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Distrito Federal (CDHDF), ressaltou que comemorar a Jornada Nacional contra a Homofobia no próximo dia 17 de maio é “uma luz de esperança civilizadora, um avanço na construção da democracia”.

Ele acrescentou que em coerência democrática, o governo do DF, assim como o federal, não só tem de exortar a Câmara dos Deputados a dedicar um dia à luta contra à homofobia, mas também a estabelecer uma série de ações e planos específicos que ajudem a erradicar a violência sofrida diariamente pelas pessoas com orientações sexuais que não a heterossexual, asseverou.

Já José Luis Gutiérrez Espíndola, diretor de Vinculação de Programas Educativos e Divulgação do Conselho Nacional para Prevenir e Erradicar a Discriminação, expôs que entre 2004 e 2007, o órgão elaborou 58 expedientes de queixas de discriminação por orientação sexual.

Alejandro Brito, diretor geral da Organização Civil Letra S, em nome de mais de 70 associações civis em pró da Jornada Nacional contra a Homofobia, comentou que em ocasiões anteriores a sociedade civil organizada enviou cartas à Presidência da República para convidar o Governo Federal a aderir à efeméride aprovada pelo legislativo no ano anterior.

“Contudo, até agora não recebemos uma resposta clara, o gabinete da presidência nos transferiu à Secretaria de Governo, onde nos deixaram com Armando Salinas Torre, subsecretário de Encadeamento Legislativo, que não se dignou a nos responde e se nega a nos receber. Exigimos que o funcionário deixe de lado sua homofobia e assuma sua responsabilidade como funcionário público”, denunciou.

Se o presidente Calderón está verdadeiramente comprometido com a democracia no México, acrescentou, não deve excluir nenhuma população do desenvolvimento democrático. Ele destacou que de 1995 a 2004 foram registrados 337 assassinatos de homossexuais, lésbicas e transgêneros. “Mas devido ao subregistro, o número de assassinatos por ódio homofóbico é maior, e se estima que supera a marca das mil execuções”.

Patrícia Piñones, secretária técnica do Programa Universitário de Estudos de Gênero (PUES) da UNAM mencionou que ante o avanço dos grupos mais conservadores da sociedade mexicana, o setor acadêmico tem de primar pelo Estado laico e pela justiça social, assim como gerar uma mudança cultural que erradique as velhas práticas homofóbicas do imaginário coletivo.

Fonte: Notiese

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